Conversas

Posted in Filosofando on janeiro 30, 2013 by felipealbornoz

Ultimamente tenho notado certo comportamento acontecer com maior frequência. Não sei se foi sempre assim e eu só estou me dando conta agora ou as pessoas estão mesmo se tornando piores ouvintes.

As pessoas cada vez mais estão interessadas em contar suas histórias sem dar a mínima para o que a outra pessoa que fala, resultando naquelas conversas onde uma pessoa fala alguma coisa da sua vida e a outra pessoa responde algo sobre a vida dela, a primeira pessoa fica esperando a primeira brecha para voltar a falar de si. E assim se mantém as conversas por horas, naquele diálogo que corre mais ou menos assim: “- Sabe que comigo aconteceu tal coisa?” e o outro sem demonstrar nenhum interesse em ouvir diz “- mas sabe que comigo aconteceu isso e isso” e continua “mas comigo é assim” e o outro logo “comigo é assado” e assim se prolongam por horas dois monólogos acontecendo ao mesmo tempo.

Mas… qual o motivo desse comportamento? É a internet que acostumou as pessoas a tentar mostrar o quanto suas vidas são maravilhosas, perfeitas e interessantes aos olhos dos outros ao mesmo tempo em que a vida dos outros se tornou algo tão banal?

Acho esse comportamento um tanto engraçado, mas também mal-educado. Eu não gosto pelo menos. Tenho o costume de ouvir, de prestar atenção mesmo que ache aquilo “não muito interessante”, acho educado ouvir, prestar atenção, argumentar e tentar achar algo daquele assunto que seja interessante e possa agregar alguma coisa em minha vida. Mas qual é o resultado de dar atenção? A pessoa que ouve segue em seu monólogo falando sobre si próprio e você passará a eternidade apenas ouvindo.

Enfim, por um mundo onde conversas não sejam mais unilaterais. Conversas onde o ouvinte pense sobre o que foi dito, devolva um argumento interessante sobre o assunto e a conversa que partiu de uma simples e superficial troca de palavras se converta em uma discussão construtiva. Para todos.

Superficialidade e Redes Sociais

Posted in Filosofando on abril 19, 2012 by felipealbornoz

Olá

Uma das coisas que sempre tento fazer como um exercício para me manter consciente é observar e prestar atenção nas coisas mais normais possíveis (como respirar, caminhar, o movimento do vento em uma árvore, o movimento de um pássaro pousando, etc), é um exercício que me ajuda a sair do “modo automático”, ou seja, agir sem maiores reflexões, acordar, me vestir, ir trabalhar, almoçar, trabalhar, voltar pra casa, tomar banho comer e dormir.. e assim recomeçar. Nada contra uma rotina, uma vida regrada ou uma vida sem surpresas, o que tento evitar é fazer isso simplesmente porque sim, sem pensar, sem estar consciente das minhas ações, dos meus atos, minhas decisões. Isso me incomoda.

Tudo isso pra chegar ao ponto em questão, a superficialidade.

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Como um jogo de Xadrez…

Posted in Filosofando on outubro 26, 2011 by felipealbornoz

 Olá,

É incrível como a vida se assemelha a algumas coisas e nos permite fazer certas analogias que nos auxiliam a entender melhor o mundo a nossa volta. Reservo este post a explanar sobre como a vida se equivale a um jogo de Xadrez…

A vida é como um jogo de xadrez. Uma disputa onde os melhores estrategistas ganham. Melhor ainda, a vida é como sucessivos jogos de xadrez, como um campeonato onde em um último jogo perdemos para a morte. Não importa o objetivo de cada partida, ou ganhamos e ultrapassamos o obstáculo da vez ou somos sobrepujados em uma derrota, uma falha.

As semelhanças com a nossa vida são muitas… Assim como cada jogo de xadrez abre um leque de possibilidades infinito de jogadas, cada desafio que enfrentamos nos possibilita tomar “n” caminhos, cada um com um resultado diferente, uma consequência.

E nós, temos perfis absurdamente ligados aos das peças do jogo, no Xadrez, cada peça tem sua função, são seis diferentes tipos de peças onde cada uma delas faz parte do todo e juntas, unidas por uma estratégia, conseguem cumprir seu papel, vencer o jogo. É possível traçar um paralelo entre as características de cada peça e os tipos de perfis que cada pessoa possui.

Uma análise sobre cada uma das peças:

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Grigori Perelman e os Limites da Genialidade

Posted in Filosofando on agosto 10, 2011 by felipealbornoz

Olá,

Imagine-se nesta situação:

Alguém chega oferecendo 1 milhão de dólares para você. De maneira totalmente honesta, alguém se propõe a reconhecer o seu trabalho e sua contribuição para o mundo lhe dando reconhecimento e uma quantia dessas… Legal né? Você, imagino eu, aceitaria sem pensar duas vezes correto?

Bom, esse cara aqui disse não.


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Segunda Guerra mundial ilustrada na areia!

Posted in Geral with tags , , , , , , , on agosto 1, 2011 by felipealbornoz

Olá,

Kseniya Simonova foi a vencedora da edição Ucraniana do “Got Talent”, fez uma animação da invasão da Alemanha na Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial, tendo usado os dedos e uma superfície com areia.

A artista vai “moldando” na areia a história de uma forma dinâmica e que vai contando os fatos com uma carga de emoçõa impressionante…

Trouxe lágrimas aos olhos de juízes e do público.
Foram 8 minutos que demonstraram um talento especial e trouxeram, através da arte, a memória viva de uma guerra que marcou várias gerações.

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29 anos isolado, sem saber que a guerra tinha acabado

Posted in Geral on julho 31, 2011 by felipealbornoz

Olá,

Exemplo da disciplina dos orientais e dos limites da paranóia que um ser humano pode chegar! História muito interessante:

Eles são conhecidos como “holdouts”.
Militares japoneses que, sem informações oficiais sobre o término da segunda guerra mundial, continuaram lutando e resistindo em seus postos em algumas ilhas do Pacífico.

Isolados e com comunicação precária (geralmente dependendo de algum bravo mensageiro voluntario ou bilhetes amarrados em vacas ou folhetos jogados por aviões), esses oficiais não cediam nunca porque eram instruídos a (1) resistir a qualquer tentativa de ocupação, (2) não se render e (3) não se matar, sob qualquer circunstância.

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O Pêndulo e o Epifenômeno

Posted in Geral on julho 10, 2011 by felipealbornoz

Olá,

Quinze esferas suspensas por fios. Quinze pêndulos cujo comprimento de cada linha foi cuidadosamente ajustado. O mais longo vai de um lado ao outro 51 vezes em um minuto, enquanto aquele ao seu lado, um pouco mais curto, 52 vezes, no mesmo período de tempo. E o próximo 53, 54, 55, até que o décimo quinto, o mais curto de todos, oscila 65 vezes nesse minuto.

É tudo que basta para uma dança hipnotizante. E a dança pode ser apreciada em muitos níveis, tanto em seu fenômeno quanto em seu epifenômeno.

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