Como um jogo de Xadrez…

 Olá,

É incrível como a vida se assemelha a algumas coisas e nos permite fazer certas analogias que nos auxiliam a entender melhor o mundo a nossa volta. Reservo este post a explanar sobre como a vida se equivale a um jogo de Xadrez…

A vida é como um jogo de xadrez. Uma disputa onde os melhores estrategistas ganham. Melhor ainda, a vida é como sucessivos jogos de xadrez, como um campeonato onde em um último jogo perdemos para a morte. Não importa o objetivo de cada partida, ou ganhamos e ultrapassamos o obstáculo da vez ou somos sobrepujados em uma derrota, uma falha.

As semelhanças com a nossa vida são muitas… Assim como cada jogo de xadrez abre um leque de possibilidades infinito de jogadas, cada desafio que enfrentamos nos possibilita tomar “n” caminhos, cada um com um resultado diferente, uma consequência.

E nós, temos perfis absurdamente ligados aos das peças do jogo, no Xadrez, cada peça tem sua função, são seis diferentes tipos de peças onde cada uma delas faz parte do todo e juntas, unidas por uma estratégia, conseguem cumprir seu papel, vencer o jogo. É possível traçar um paralelo entre as características de cada peça e os tipos de perfis que cada pessoa possui.

Uma análise sobre cada uma das peças:

  • O Peão –

O peão simboliza a massa, a força das massas, aqueles que, em maior número, sabem que sozinhos tem pouco poder de mudança… Porém em conjunto, são capazes de atos memoráveis. São aqueles que cumprem seu papel, sua parte e acreditam que se cada um, assim como eles fizer o mesmo, poderão alcançar objetivos maiores e alcançar grandes sonhos. Por outro lado, são os primeiros a serem descartados no sacrifício. Não se pensa duas vezes antes de se eliminar um peão do jogo em busca de um objetivo maior. Seu valor é pequeno em comparação das outras peças, apesar de serem capazes de dar um xeque-mate.

  • A torre –

A torre é uma peça forte. Impressiona por ser uma fortaleza, uma torre que se impõe frente a seus oponentes deixando-os com medo. Vejo as torres como pessoas de força. Que com garra e persistência alcançam seus objetivos e são capazes de aguentar a ataques por muito tempo. Normalmente agem somente depois das primeiras jogadas, pois no inicio estão presos, como aquelas pessoas que guardam suas emoções até o ponto onde não conseguem mais segurar depois explodem.

  • O Bispo –

O bispo é uma peça diplomática, esguia, são rápidos e capazes de agir muito bem em segredo, surpreendendo seus adversários com ataques certeiros, sempre apoiados por bem colocados aliados. Com inteligência, correm as diagonais no tabuleiro velozmente, como uma lança. Vejo os Bispos como seres com classe, espertos, persuasivos e até manipuladores. Aqueles que têm uma importância alta no inicio do jogo para os primeiros contatos e estudos do inimigo, mas também são guardados para o final por seu poder de negociação.

  • O Cavalo –

O cavalo é uma peça incrível, capaz de saltar sobre as outras peças e com movimentos que permitem um alcance diferenciado das demais, o cavalo é aquele que traz em si todo o poder do instinto. São capazes de, em poucas jogadas, proteger seus amigos, ameaçar seus inimigos (até vários de uma vez só). Não temem em partir para o ataque durante a guerra, pois sabem seu valor e o perigo que trazem as linhas inimigas quando se aproximam, seu poder de quebrar as defesas de seus oponentes impressiona, assim como aqueles que guiados por seus instintos, acabam surpreendendo a todos da onde são capazes de chegar e na velocidade com que chegam lá. Com um valor estimado equivalente ao do bispo, porém trazendo características opostas, trocando a cautela por explosão, o pensamento por ação, a paciência pelo imediatismo.

  • A Rainha –

A rainha é a peça mais impressionante deste jogo, a grande líder, que mostra com o exemplo do seu imenso poder de devastação como se protege um reino. Velocidade, alcance flexibilidade… A rainha consegue exercer várias funções ao mesmo tempo consegue em um único lance mudar todo o cenário do jogo, na região que ela está, ela é líder e o centro das atenções, todas as outras estão ao seu serviço, ao seu dispor e são meros coadjuvantes perto dela. Todo esse valor tem seu lado negativo também… São as mais cobiçadas por seus inimigos. A captura da rainha por um inimigo é uma vitória a parte, significa que o adversário perdeu seu maior trunfo, sua peça mais poderosa. Sempre são vitimas de armações e truques para que saiam do jogo, às vezes precisam fugir, pois sabem que seu valor é fundamental na parte final do jogo e não podem ceder frente à tamanha perseguição.

  • O Rei –

O Rei. Peça principal do jogo, o objetivo final do jogo é a captura do rei. Todas outras peças sabem disso e não há questionamentos quando o sacrifício é em prol de resguardar o rei. Seu alcance é limitado, suas habilidades são poucas, sua necessidade de proteção é enorme… Reis podem normalmente achar que, por estarem intimamente ligados com o objetivo do jogo, são melhores que os demais, quando quase nunca percebem que na verdade são o fardo daqueles que estão na sua volta, pois trabalham unicamente para resguardar o seu Rei. Reis sozinhos não são nada… Não são capazes de ganham um jogo, no máximo e com um golpe de sorte, conseguem empatar, dependentes da proteção dos demais, talvez nem saibam da sua importância ou do quanto os outros se sacrificam por ele, continuam sendo a peça de valor máximo, porém quase sem valor algum.

E assim é a vida, completamente imersos em algum desses perfis ou misturando características entre um e outro, conseguimos identificar aqueles que estão a nossa volta.

Mas, e nós mesmos? Qual peças somos? Que peça Você é? Que peça você quer ser? Será que você não está agindo como um rei e nem sabe? Você é um peão? Aquele que sabe do valor do coletivo… Ou você é uma rainha onde o individual se destaca naturalmente.

Uma das mais belas lições do jogo é a capacidade do Peão se transformar em qualquer outra peça, exceto no rei, se assim o merecer. Se o peão enfrentar suas adversidades, conseguir chegar até o fim, se transformará na peça que escolher, podendo servir com as características que quiser ao proposito maior de vencer. Algumas pessoas não são peões, estão peões. Estão em um caminho de luta e batalhas diárias para alcançar seu crescimento, estão andando contra o vento, sendo às vezes rebaixado ou não tendo seu verdadeiro valor reconhecido, mas tudo com o objetivo e a crença de que irá chegar ao final do tabuleiro e de lá voltará como uma rainha, fazendo seus inimigos tremerem diante dele.

O Xeque-mate, ou o lance final que não dá saída ao rei perdedor é a jogada alvo, é só ai que temos a certeza de que o inimigo foi vencido. O empate é frustrante. Ambos saem ganhadores ou ambos saem perdedores? Somente é vantajoso quando nossa situação é muito pior do que a do adversário e temos a derrota iminente à nossa frente, ai sim se pode considerar um empate vantajoso, se não, normalmente é uma falha de que detinha a vantagem e deixou a vitória escapar por entre os dedos.

Concluindo esta analogia, deixo aqui a ideia para reflexão. Que peça eu sou? Sou esta peça ou “estou” esta peça… E meus aliados, onde se encaixam? Meu reino está devidamente protegido? Eu estou agindo estrategicamente para alcançar meus objetivos?

Meu parecer é o seguinte, todas as peças tem valor, cada uma cumpre seu papel dentro da disputa, mas pessoalmente admiro e busco ser um outro personagem ainda não mencionado neste texto… O do bom Jogador.

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