Superficialidade e Redes Sociais

Olá

Uma das coisas que sempre tento fazer como um exercício para me manter consciente é observar e prestar atenção nas coisas mais normais possíveis (como respirar, caminhar, o movimento do vento em uma árvore, o movimento de um pássaro pousando, etc), é um exercício que me ajuda a sair do “modo automático”, ou seja, agir sem maiores reflexões, acordar, me vestir, ir trabalhar, almoçar, trabalhar, voltar pra casa, tomar banho comer e dormir.. e assim recomeçar. Nada contra uma rotina, uma vida regrada ou uma vida sem surpresas, o que tento evitar é fazer isso simplesmente porque sim, sem pensar, sem estar consciente das minhas ações, dos meus atos, minhas decisões. Isso me incomoda.

Tudo isso pra chegar ao ponto em questão, a superficialidade.

O Clichê “pessoas superficiais” já está ai na boca dos “reclamões” há muito tempo, e nunca me incomodou… até o boom das redes sociais.

A necessidade das pessoas em fazer parte de uma “sociedade” online, onde tudo é permitido, tudo é conectado, o acesso à informação é bem mais fácil, tudo em tempo real, acabou tendo um efeito colateral (um não, vários)..Apesar de eu considerar tudo isso uma coisa boa, ter conta em 52875 redes sociais diferentes que fazem a mesma coisa, acho que as pessoas estão meio “neuróticas” em fazer parte de grupos, se engajar em algo, não ficar de fora de um assunto, não ser um “desentendido” de nada, já que é tão fácil ir ali no Google e dar uma lida nos 3 primeiros resultados.

As pessoas não querem estar engajadas a uma causa específica… as pessoas querem estar engajadas e só. As pessoas não querem saber muito sobre um assunto que acham interessante… elas querem saber o básico para poder ser considerado parte do “grupo de entendidos” sobre aquilo e já satisfaz.

Pessoas mal se conhecem já são amigas, pessoas sabem o resumo de um filme e já são fãs do mesmo e do autor e dos atores e até do maquiador, pessoas leem uma notícia e tomam aquilo como verdade sem qualquer consulta a fontes confiáveis, sem se importar que em uma busca de 10 minutos dá pra achar muita gente dizendo o contrário daquilo..

Não existem mais experts de algo. Existem falsos experts de tudo! Troca-se a leitura de um livro e o compartilhamento do conhecimento por achar uma frase ao acaso no google sobre um autor qualquer (de preferência se for famoso) e compartilhar.

Cada um tem o direito de gostar do que quiser com o nível de profundidade que quiser. Blz… Cada um compartilha o material que quiser, se eu não quiser ver, é só ignorar aquela pessoa. Ok… Quem sou eu pra dizer que está errado agir desta ou daquela forma? Ninguém…Se eu quero fazer parte deste e daquele grupo simplesmente e unicamente porque está na moda quem disse que não estou no meu direito? Ninguém, você está totalmente dentro dos seus direitos…

Mas um pouco de real interesse… um pouco de fontes confiáveis.. um pouco de conhecimento sobre o que se afirma… um pouco de consciência não faria mal a ninguém. Sair do automático, do fazer o comum porque é comum, parar de agir como rebanho sempre seguindo os demais sem nem saber por quê… talvez o odiado termo da “orkutização” nem existisse.

Em tempos de viralização e memes poucos devem ter lido este texto até aqui… talvez tivesse sido melhor eu fazer uma imagem toda preta com as letras brancas dizendo: “Eu sou contra a superficialidade.. se você também é, compartilhe!”

¬¬’

Abraçs

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